Vasinhos nas pernas: nem sempre ofensivos à saúde

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Os vasinhos (teleangectasias) atingem 80% do público feminino. O seu surgimento está associado a problemas na circulação venosa, além disso, ele pode ser desencadeado pelo sedentarismo, gravidez, predisposição genética e obesidade. Mas esses inconvenientes vasos podem ser tratados.
“Os teleangiectasias costumam aparecer em diferentes locais do corpo: face, colo, seios, abdômen, costas, pernas e pés. Eles não interferem na circulação sanguínea e também não causam problemas mais sérios de saúde. O principal desconforto é mesmo estético”, afirma o Dr. Fernando Bacalhau. 
Boa parte das mulheres convive com os vasinhos, afinal, eles são indolores. Mas em alguns, eles podem apresentar alguns sintomas que foge à normalidade, o que pede cuidados.
“Os vasinhos podem apresentar ondulações azuladas nos tornozelos e pés, pequenas veias podem se romper, provocando um sangramento. Se isso acontecer, procure o médico para que seja feito um diagnóstico”, explica o cirurgião vascular. 
Tratamentos
O tratamento pode ser feito através de uma técnica chamada escleroterapia, que consiste em um líquido injetado dentro dos vasinhos, causando a destruição da camada mais interna, impedindo que o sangue circule pelos vasos. Tal técnica é minimamente invasiva”, ressalta o especialista.
A escleroterapia é realizada pelo cirurgião vascular, que é o profissional mais indicado para dizer quais vasinhos devem ser tratados por esse método.
Cada paciente irá reagir de uma maneira, várias aplicações podem ser feitas. Na maioria dos casos, a escleroterapia elimina 50 a 80% dos vasinhos após algumas sessões.
Para os vasinhos de calibre maior e coloração azulada é necessário um tratamento cirúrgico. Para um melhor resultado, essas veias precisam ser removidas antes da escleroterapia. 
Sobre o médico
Dr. Fernando Bacalhau (CRM-SP: 116.809), cirurgião vascular com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC).