Preço da Cesta Básica diminui 0.49%, mas sobe justamente na zona leste

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A única região a apresentar alta no preço da cesta de alimentos, de 0,12%, foi a zona leste, que abrange Itaquera, São Mateus, Aricanduva e São Miguel

Região de Itaquera e adjacências é a única que sofreu alta no valor médio da cesta básica

O valor médio da cesta básica dos paulistanos atingiu R$ 363,62 em julho, representando uma queda de 0,49% ante junho, de acordo com Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A única região a apresentar alta no preço da cesta de alimentos, de 0,12%, foi a zona leste 2, que abrange Itaquera, São Mateus, Aricanduva e São Miguel
Em julho, a zona sul 1, formada por bairros como Vila Mariana, Itaim Bibi e Santo Amaro, manteve a posição já tradicional e teve o valor mais alto da cesta básica do município, ao atingir R$ 373,14. Na comparação com junho, houve declínio de 0,50%.
O segundo valor mais expressivo foi constatado na cesta básica de alimentos da zona oeste, região formada por Lapa, Perdizes, Butantã e Pinheiros, entre outros bairros. No mês passado, a região registrou declínio de 0,96% no valor da cesta básica, que ficou em R$ 369,81.
Na zona norte, formada por bairros como Santana, Casa Verde, Limão e Freguesia do Ó, a cesta apresentou variação negativa de 0,92% e alcançou R$ 362,58. Já na zona leste 1 (Mooca, Belém, Tatuapé e Vila Prudente, entre outros), houve queda de 0,35% e a cesta chegou a R$ 364,44. Na zona sul 2 (Jardim Ângela, Capão Redondo, Grajaú e Socorro), o conjunto de itens teve retração de 0,27%, para R$ 358,69.
Acumulado
No acumulado em 12 meses até julho a cesta básica em SP tem alta de 5,93% e, no ano, de 4,71%. Os dados são superiores às taxas apuradas no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - que mede a inflação local Em 12 meses terminados em julho, o IPC acumula alta de 5,38% e de 3,23% neste ano. O levantamento da cesta básica da Fipe verifica os preços de 51 produtos, número bem mais reduzido que o de 468 produtos do IPC. O conjunto observado na cesta é formado por 41 preços do grupo Alimentação, sete de Higiene Pessoal e três de Limpeza. A instituição divide a cidade em seis regiões, conforme o poder aquisitivo e localização. A zona sul e a zona leste estão divididas em dois grupos cada.
Frutas
Investir em frutas é uma ótima opção para a alimentação do dia a dia, pois, além de serem ótimas para a saúde, algumas estão com o preço em queda. O balanço semanal da Ceagesp, maior central atacadista de alimentos do País, apontou queda nos preços de frutas, legumes e verduras. O motivo é a conjunção de dois fatores: queda no consumo das famílias e aumento na oferta de produtos. No caso das frutas e de alguns legumes, esse aumento na oferta se deve ao fato de estarem no auge da safra. Esse é o caso das laranjas, das tangerinas e do melão amarelo, que, semana após semana, têm tido seus preços reduzidos.
Entre os legumes e verduras, a baixa mais frequente tem sido no preço da mandioca, cujo período de colheita vem se intensificando, a ponto de o produto ter atingido recentemente o mais baixo valor dos últimos meses. Nesse caso, a volta da chuva ao Nordeste tem ajudado a ampliar a produção, após três anos de seca.
Nos últimos dias, a Ceagesp também observou que as abóboras paulista e moranga, batata doce rosada, cenoura, pimentão verde, alfaces crespa e lisa, rabanete, repolho, rúcula, brócolis ninja, cebola nacional branca e batata lavada estão mais em conta.
Por outro lado, o consumidor deve evitar produtos cuja safra está no final ou já acabou em São Paulo e nos estados vizinhos porque os preços não param de subir. Este é o caso do figo, da uva rosada, do caqui fuyu, da jabuticaba, do abacaxi pérola, do caju e da manga hadem, além da mandioquinha e do pimentão vermelho.
Os ovos vermelhos também ficaram mais caros nos últimos dias e há preocupação nas regiões de Ibiúna e Mogi das Cruzes, no Cinturão Verde Paulista, devido à proliferação de fungos nas lavouras, que podem diminuir a produção e, com isso, elevar os preços das verduras nas próximas semanas. Porém, também há boas perspectivas para o tomate, já que Minas Gerais está colhendo uma safra expressiva, o que pode ampliar a oferta do produto e baixar o preço no mercado paulista.