Funcionários do Itaquerão ficam sem metrô

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Horário ampliado não foi suficiente para todos que trabalharam no evento. Metrô passou a funcionar até as 0h30 em dias de jogos às 22h. O Trem até 0h50.
No primeiro jogo no Itaquerão em que o Metrô funcionou com horário estendido,  funcionários que trabalharam no estádio não chegaram a tempo e ficaram sem o transporte. Os portões das estações Corinthians-Itaquera e Artur Alvim fecharam à 0h30, horário que passou a ser adotado em dias de partidas às 22h. Nos demais dias, as estações fecham por volta de 0h20.
O problema aconteceu no começo da madrugada do dia 4 de setembro, após a vitória do Corinthians sobre o Bragantino por 3 a 1. A solução para alguns torcedores mais precavidos foi deixar as arquibancadas mais cedo para não correr o risco de perder o Metrô. Mas funcionários não conseguiram voltar.  

Entenda o horário estendido
Quando a partida ocorrer no Itaquerão, a estação Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha, terá horário ampliado; quando o jogo for no Pacaembu será a vez de a estação Clínicas, da Linha 2-Verde, ficar aberta até a 0h30. A medida também valerá para o estádio do Palmeiras (que afetará o funcionamento da estação Palmeiras-Barra Funda), Morumbi (Butantã, da Linha 4-Amarela) e da Portuguesa (Tietê, da Linha 1 -Azul).
Porém, o Ministério Público de São Paulo quer que o valor gasto para aumentar o horário de funcionamento seja pago pelos clubes. Para o promotor Marcelo Milani, aumentar o horário de funcionamento do Metrô apenas em dias de jogos não cumpre o princípio de que o serviço público deve atender a todos de maneira igual.

Torcedores temiam penalidades 
Se a partida fosse para a decisão por pênaltis - caso o Corinthians vencesse por 1 a 0, a decisão impossibilitaria a volta dos torcedores por meio do metrô e de trem, pois uma decisão como essas leva, ao menos, 20 minutos extras.
Agora, os responsáveis têm 20 dias para apresentar um estudo de impacto técnico e econômico sobre a mudança. O promotor de Justiça Marcelo Milani afirma estar de olho na mudança, pois é inconstitucional beneficiar apenas parte da população ou um clube financeiramente.