Serra conversa com os diretores dos Jornais de Bairro de São Paulo

content image

O candidato ao Senado, José Serra (PSDB), em encontro com jornais de bairro da cidade de São Paulo (9), no hotel San Raphael, largo do Arouche, reuniu-se com diretores e representantes para um bate papo informal

O primeiro suplente José Aníbal e os vereadores Andrea Matarazzo e Adolfo Quintas também acompanharam a entrevista coletiva do ex-governador à imprensa regional, que contou com mais de 50 jornais e revistas da capital. Além da Associação de Jornais de Bairro da Zona Leste e do Sindicato dos Jornais e Revistas de Bairro que representam o seguimento. 
José Serra apontou as dificuldades de comunicação da campanha na Capital, observando que grandes municípios da Grande São Paulo, como Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo não têm emissoras de TV locais, ficando, aparentemente, distante do eleitor. Em contrapartida, a campanha vai muito bem no Interior de São Paulo, onde as pesquisas apontam índices acima de 60% tanto para ele como para o governador candidato à reeleição do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin. 
Outro tema abordado foi a reforma política. José Serra acredita que o sistema eleitoral precisa ser revisto, e defende o voto distrital como exemplo. “O voto distrital seria aplicado, inicialmente, nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Em São Paulo são 55 vereadores, o que dariam 55 distritos. Funcionaria assim: cada região da cidade formaria um distrito. E cada distrito escolheria um vereador. Ou seja, o vereador não andaria pedindo votos pela cidade inteira. Faria isso apenas no seu bairro. O custo da campanha cairia até cinco vezes e o eleitor poderia cobrar o vereador, pois estaria mais próximo a ele”, explicou. Serra defende ainda uma reformulação na política da Saúde. “O Governo Federal diminuiu os investimentos, por isso as Santas Casas estão em crise. Temos que recuperar os investimentos com urgência.” 
Serra também defende mais rapidez para a aprovação de novos genéricos: “Quando eu estava no Ministério da Saúde, a gente levava cinco meses para aprovar. Hoje, leva até dois anos e meio! É muito tempo. Vou propor uma lei para que o limite máximo para avaliação seja de seis meses”, pontuou o candidato ao Senado pelo PSDB.