Melhorias no transporte para a Zona Leste

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O BRT da Radial terá túnel, viadutos e vai provocar desapropriação de imóveis. No caso do Corredor Leste 1 é previsto a retirada de 27 imóveis. Já o Leste 2, 78 desapropriações serão feitas a partir do Metrô Vila Matilde

Obras para o acesso à Zona Leste devem permitir tráfego mais fluido na região

A Avenida mais importante da Zona Leste de São Paulo vai ganhar um serviço de BRT (Bus Rapid Transit) que nada mais é que um corredor de ônibus, porém com padrão de serviço similar ao Metrô no que se refere ao embarque e agilidade no horário. A obra deverá organizar as linhas da região, e ajudar a na mobilidade dos sofridos passageiros da linha 3-Vermelha, ramal metroviário mais lotado do sistema, e um dos mais cheios do mundo.
Está projetado também uma extensão ao terminal de ônibus em Itaquera, com 40 mil m², que além de absorver passageiros das linhas na região, deve ser o ponto de interligação entre o corredor de ônibus da Radial Leste e o Perimetral Leste, que vai ligar Itaim a São Mateus. O novo empreendimento deverá ter subsolos com estacionamento para carros e motos. No total, serão 488 vagas para veículos e 100 para motos.
O documento publicado pela prefeitura de São Paulo descreve a obra. O conglomerado de vias para ônibus da Zona Leste corresponde a 5 corredores de ônibus, sendo que apenas os eixos “Leste 1″ e ‘Leste 2″ entre o centro e Itaquera terão embarque antecipado, que é o objeto de discussão deste post. Serão ao todo 37 km de vias em pavimento rígido, e além da radial leste, as avenidas Aricanduva, Líder e Itaquera receberão a estrutura. Na região da Penha é previsto a construção de um viaduto exclusivo para ônibus, sobre os trilhos do Metrô e da CPTM. O corredor da Radial vai custar cerca de R$ 700 milhões e terá 17 quilômetros de extensão, com previsão de entrega para fim de 2016.