Choveu forte durante o desfile

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Após dois meses de pouca chuva e risco de racionamento, dia 1º de março começa com fortes chuvas na cidade

A forte chuva que atingiu a região do Sambódromo do Anhembi provocou pontos de alagamento nos arredores do local dos desfiles das escolas de samba, no início da madrugada de sábado. 
A avenida Olavo Fontoura, que dá acesso às arquibancadas e camarotes do sambódromo, encheu de água. O alagamento impediu a saída ou entrada de pessoas no camarote da cidade, organizado pela Prefeitura de São Paulo. Os que se aventuraram a passar na enchentes tiveram que contar com ajuda dos seguranças de plantão.
Em toda a cidade, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou cinco pontos de alagamento, sendo quatro intransitáveis entre a zona leste e norte.

Fantasma do racionamento pode estar indo embora
Após o nível dos reservatórios chegarem aos assustadores 16% de toda a capacidade, chuva é bem-vinda e espanta a possibilidade de racionamento de água para março.
Uma das piores e mais preocupantes consequências da falta de chuva no sudeste é a queda no nível dos reservatórios para geração de energia. Os principais estão entre Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A cadeia de consequências negativas é enorme: prejuízos  nas safras de cana-de-açúcar, de café, milho, soja, laranja. A falta de chuva comprometeu os patos e a produção de leite, além de toda a produção de hortaliças. Cidades do interior paulista foram obrigadas a adotar o racionamento de água já na metade do verão. 
Uma grande mudança em várias condições atmosféricas ocorreu sobre o sudeste, fazendo com que março começasse com pancadas de chuva por quase toda a região. A expectativa é de que nesta primeira quinzena de março chova mais de 100 a 200 mm em muitas áreas de São Paulo, do centro-sul e oeste de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Se a chuva se confirmar, teremos metade ou quase toda a chuva normal de março caindo em 15 dias.