Parque do Carmo celebra 38º Festa das Cerejeiras

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A festa acontece há 38 anos no parque. Fenômeno das Cerejeiras em um país de clima tropical faz com que as flores fiquem tão belas quanto as do país de origem, o Japão

A tradicional Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo, em Itaquera, fez os visitantes ficarem maravilhados com as flores cor de rosa, que anualmente arrastam multidões à área verde

Casais, famílias inteiras, gente que veio do outro lado da cidade e quem mora perto ocupavam cada espacinho debaixo das tradicionais árvores do Japão, mas que, por um capricho da natureza, ocorre todos os anos na Zona Leste de São Paulo. A festa ocorreu nos dias 5, 6 e 7 de agosto. No dia 7, logo pela manhã o grupo Pedala Itaquera fez um pedal para prestigiar as lindas flores, aproveitando o clima e praticando esporte, ao chegar no parque o grupo participou do treino funcional oferecido pelo professor Felipe Lopes da Matilha Fitnes, logo após subiram à entrada do Bosque das Cerejeiras onde puderam notar o fenômeno da natureza que o bairro de Itaquera tem a honra de tê-las por aqui. “É simplesmente lindo, fiquei maravilhada com tal espetáculo, além claro de poder descobrir um pouquinho a mais sobre a cultura japonesa, que além de  danças, barracas com comidas típicas, fizeram belas apresentações” comentou Daniela Lima, integrante do grupo, que pela primeira fez veio ao evento. “Juntei o útil ao agradável, pratiquei esporte e desfrutei do lazer e cultura do nosso bairro”, finalizou.

As cerejeiras
Batizada pelos botânicos como Prunus serrulata e conhecida popularmente como Sakura, a cerejeira é típica do clima temperado, que é típico no Japão, mas não no Brasil, que é de clima tropical, ou seja, mais quente. Mas, para sorte dos paulistanos, não é necessário ter um cafofo com vista para o Monte Fuji para apreciar a beleza dessa natureza de perto. Algumas variedades da cerejeiras florescem bem na Zona Leste, no Parque do Carmo. Seria possível? O truque da natureza é engenhoso: se não contam com o fator que desencadeia seu florescimento no Japão – a passagem do frio intenso para o clima mais ameno da primavera -, as cerejeiras se valem por aqui de um fenômeno brasileiro – a seca das inversões térmicas de inverno. Então, assim quando a precipitação de chuvas diminui e a umidade do ar desaba, o metabolismo dessas plantas entende que é hora de cobrir-se de botões.