Alunos da USP Leste protestam contra falta de aulas

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Professores e alunos vestem máscaras, em protesto contra a falta de aulas e a contaminação do campus

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) protestaram em frente à reitoria da instituição, no Campus Butantã, na zona oeste da cidade, contra a falta de aulas no campus da zona leste, interditado pela Justiça, desde 9 de janeiro, devido à contaminação do solo. Em dezembro de 2013, as aulas já haviam sido suspensas devido a uma infestação de piolhos de pombo.
“Neste ano, já teremos um calendário corrido, com a Copa do Mundo e os demais feriados. Provavelmente, não conseguiremos completar o cronograma escolar”, disse Laís Tigre, aluna do curso de têxtil e moda.
A unidade, que tem cerca de 6 mil alunos e 270 docentes, foi interditada após a Justiça considerar que a continuidade das atividades representava riscos para a integridade física dos alunos e funcionários. O terreno onde funciona a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste foi usado como depósito de dejetos resultantes da dragagem do Rio Tietê. Além de parte da área estar contaminada por substâncias tóxicas, existe acúmulo de gás metano no subsolo.
USP responde:
A última nota à imprensa da instituição abordava a “impossibilidade de se encontrar um espaço físico adequado para abrigar as atividades didáticas desenvolvidas na USP Leste” e informava, que, por isso, o início das aulas de graduação e de pós-graduação na USP Leste seria adiado para o dia 24 de março.
O texto destacou também as medidas adotadas para adequação ambiental da área da USP Leste, como a contratação e o início efetivo da instalação de dez bombas fixas para a extração de gases do subsolo das edificações, o encaminhamento para a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) dos resultados da análise de risco à saúde humana do solo e água subterrânea e o isolamento e revestimento com grama das áreas onde foram depositadas as terras não certificadas.