Escolas privadas cancelam aulas após docentes aderirem à greve do dia 28

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Escolas particulares de São Paulo têm cancelado as aulas na sexta-feira (28) após a adesão de professores ao chamado de greve geral

O ato foi convocado por sindicatos e outros movimentos sociais contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas promovidas pelo governo Michel Temer. Alguns colégios tradicionais da capital paulista já divulgaram comunicados às famílias sobre a paralisação. 
As coordenadorias das escolas têm ressaltado que as aulas serão repostas. O colégio Santa Cruz, da zona oeste, por exemplo, informou em comunicado que os professores decidiram pela adesão, mas pontuou não concordar com a medida. “Apesar de não apoiarmos a decisão, resguardamos o direito constitucional à greve”, diz a nota. Colégios como o Equipe, Palmares, Lourenço Castanho, Stance Dual, Escola Viva e Santi já anunciaram que não haverá aulas. O Sinpro-SP decidiu parar em assembleia no último dia 8, contra três reformas do governo Temer: terceirização, reforma trabalhista e a previdenciária.  
Nas redes sociais, pais se dividiam em relação à atitude das escolas que decidiram fechar nesta sexta. Alguns consideravam absurdo privar os alunos das aulas, enquanto outros defendiam o protesto. Nessas escolas, a decisão de engrossar a paralisações contra a reforma da Previdência foi debatida entre os professores nos últimos dias. 
A Associação Brasileira de Escolas Particulares divulgou nota afirmando que a adesão dos professores representa “quebra nas relações contratuais”. “Importante assegurar que o direito legítimo à manifestação pública não se faça em detrimento do direito de outros cidadãos em garantir a seus filhos a possibilidade de frequentar a escola nos dias letivos previamente marcados.” O Sieeesp (sindicato das escolas particulares) afirmou em nota que “não é favorável, não autoriza e nem apoia a propalada greve dos professores de escolas particulares”. “O movimento é apenas uma manifestação da CUT [Central Única dos Trabalhadores] e seus sindicatos afiliados em defesa de seus interesses e causas políticas”, diz a nota. A entidade ainda ressalta que os professores da rede particular que se posicionarem a favor do movimento “poderão ter seu dia de trabalho descontado da folha de pagamento”, mas que qualquer atitude contrária fica a cargo das escolas. O Sinpro-SP não é filiada a nenhuma central sindical.